19 de março de 2012


A LONGANIMIDADE

Longanimidade significa uma tolerância paciente. Por exemplo, a longanimidade, quando é atribuída a Deus, significa que Ele tolera pacientemente todas as iniquidades do homem, não Se deixando arrebatar por explosões de ira e furor, o que só poderia significar a destruição do homem. Nisso se manifesta o amor, pois os homens são caracterizados por falhas e pecados constantes e, ainda assim, Deus Se mantém longânimo, dada a Sua grande misericórdia.

Quando manifestamos esse fruto, suportamos as provações alheias, porque sabemos que também o Senhor jesus suporta os nossos pecados, devido à Sua grande longanimidade.

A BENIGNIDADE

Benignidade significa gentileza, bondade. O cristão que possui essa virtude tem um caráter excelente, pois é gracioso e gentil para com todos os seus semelhantes, não se mostrando inflexível e exigente. É muito comum o recém-convertido ser inflexível quanto à maneira de agir em relação às pessoas.

Quando a pessoa é benigna, procura conciliar, pois é imprescindível que ela seja dócil e flexível, gentil e de fala mansa, a fim de causar ótima impressão àqueles que cercam.

A BONDADE

A bondade em muito se assemelha à benignidade; a pessoa bondosa, entretanto, tem um comportamento generoso para com os outros. Quem possui essa virtude não mede sacrifícios para ajudar e fazer valer a força do amor. Podemos ver um exemplo de bondade na parábola do bom samaritano (Lucas 10.30-35).

A pessoa bondosa não olha para si mesma e muito menos espera da outra parte a recompensa. Não vê cor, sexo, aparência física e nem situação financeira; antes, seu prazer é glorificar o Senhor Jesus através dos seus atos de generosidade.

A FIDELIDADE

A fidelidade, no original grego, tanto pode significar uma atitude de "confiança" quanto também de "fé". É uma demostração do caráter leal e fiel ao Senhor Jesus Cristo, por causa de uma confiança total n'Ele.

Através da conversão do homem ao Senhor Jesus, sua alma passa a ser dependente d'Ele pela entrega total. Isso é confiança ou fé, que por sua vez produz a fidelidade propriamente dita.

Muitos cristãos têm sido fiel ao Senhor Jesus enquanto as condições permitem. Enquanto tudo está bem, quando os ventos são favoráveis, não falta dinheiro, a família está com saúde... São leais ao Senhor jesus da mesma maneira que o foi Pedro, enquanto estava com o senhor. Vindo, porém, as aflições, perseguições, falta de dinheiro, etc., deixam de olhar para o Autor e Consumador da fé, dando crédito às condições nas quais se encontram. Daí começam o descontentamento, a tristeza e, em seguida, partem para a infidelidade, que é um sinal de desconfiança e incerteza.

É fácil ser fiel quando tudo vai bem. Quando as coisas vão mal, a fidelidade é um "sacrifício". O que o Espírito Santo deposita dentro de nós, através da fidelidade, atravessa qualquer barreira, transpondo todos os obstáculos contrários à fé.

Deus sempre está provando a nossa fidelidade para com Ele. É bom que todos os cristãos mantenham bem atentos seus olhos espirituais, a fim de não perderem o gracioso dom do Espírito Santo.

A MANSIDÃO

O Senhor Jesus disse:
"Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra." Mateus 5.5
"Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma." Mateus 11.29
Em ambos os casos, verificamos ser essa virtude uma submissão do homem para com Deus e, em seguida, para com o próprio homem. É uma brandura de gênio do ser humano. Além do próprio exemplo do Senhor Jesus. temos também o caso de Moisés, que segundo Números 12.3, "Era vará mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a Terra".


A mansidão é o resultado da verdadeira humildade, pelo reconhecimento do valor alheio, com a recusa de nos considerarmos superiores. Se o Senhor Jesus não tivesse essa virtude, jamais conseguiria suportar a provocação dos que O insultavam ou pilheriavam d'Ele. Foi necessário ter um espírito manso, a fim de vencer as tentações.


O DOMÍNIO PRÓPRIO

Esse último fruto do Espírito Santo significa "um controle de si mesmo ante os impulsos da carne", os quais nos conduzem à morte.

Todo cristão precisa se autodisciplinar para poder alcançar as vitórias por meio do Senhor Jesus.

O cristão vive num mundo hostil, onde se faz louco para o mundo e vice-versa. Estamos neste planeta, porém não lhe pertencemos. Somos obrigados a obedecer às suas leis, mas as que nos regem lhes são totalmente contrárias. Vez após vez somos colocados diante de situações que, dependendo das nossas atitudes ou do nosso domínio próprio, exaltaremos nosso Senhor ou O envergonharemos.

Em Provérbios 16.32, encontramos que maior é aquele que se domina do que aquele que toma uma cidade. De fato, não existe conflito mais renhido do que o travado pelo homem consigo mesmo para dominar seus próprios instintos. Não fosse a atuação do Espírito Santo na alma do cristão, este jamais conseguiria dominar a si mesmo.

Quando o apóstolo Paulo se refere à luta da carne contra o Espírito Santo e vice-versa (Gálatas 5.16-21), não está querendo dizer com isso que o "barro" do qual fomos feitos seja imprestável, não! São exatamente a vontade e os instintos do nosso "eu" que fazem luta contra o Espírito de Deus. Essa "carne" chamada vontade humana ou "instinto" é que precisa ser dominada pela própria pessoa, através do fruto "domínio próprio".



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Por: Cleide Salib segunda-feira, março 19, 2012
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