10 de março de 2012


A queda do homem no jardim do Éden destruiu a paz existente entre ele e Deus, consigo mesmo, com os outros homens, com os demais seres e, ainda, com a própria natureza. Através da cruz do Senhor Jesus, Deus estabeleceu novamente a paz, conforme está escrito:
"Justificados, pois, mediante a fé, tenhamos paz com Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo." Romanos 5.1
A paz, portanto, envolve muito mais que a mera tranquilidade íntima que possa prevalecer a despeito das tempestades externas. Antes, trata-se de uma qualidade espiritual, produzida pela reconciliação, pelo perdão dos pecados e pela conversão da alma.


Uma certa ocasião, o Senhor Jesus disse:
"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo..." João 14.27
Essa paz é uma dádiva celestial e, na realidade, um contato de Deus com a alma, por meio do Espírito Santo. Da mesma forma pela qual Ele nos ensina a respeito de Cristo, nos dá a calma certeza da tranquilidade, mesmo nos momentos de tempestade. Por isso mesmo, o Espírito Santo também é chamado de o Consolador. Nos momentos aflitivos, podemos perfeitamente manter a calma e a tranquilidade, porque o Espírito Santo nos enche de confiança em Cristo Jesus. Isso é paz!


Desafortunado é quem não busca a paz de Deus. Ele nos deu o Seu próprio Filho como resgate, para nos livrar do nosso verdadeiro inimigo. A paz é uma coisa preciosa, e feliz é o homem que alcança. Toda criatura busca a paz em tudo o que este mundo pode oferecer. Triste é o fato de que todos ficam mais ansiosos e mas confusos. O que sempre faltou ao nosso mundo foi exatamente a paz, a harmonia, a boa vontade entre os homens; contrariamente àquilo que Deus destinou.


Em nossos dias, vivemos talvez mais do que nunca essa triste verdade. Existem organizações internacionais que dizem ter a compreensão e a cooperação entre os povos no seu programa. Verificam-se bem poucos resultados desses esforços, muitas vezes bem-intencionados. Qual será a razão? Se lermos a Palavra de deus, por exemplo, no Evangelho segundo Lucas 2, aprenderemos que somente quando o homem se submete a Deus e Lhe dá toda a glória, pode alcançar a paz.


Quando Cristo nasceu, os anjos cantaram, expressando a vontade divina:
"Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem." Lucas 2.14
Enquanto vivermos longe dessa integração e submissão à Suprema Vontade, viveremos em desarmonia por dentro e por fora.


Quem vive em desarmonia com Deus, de maneira nenhuma pode promover harmonia. A paz começa por dentro do indivíduo, para depois poder influenciar o ambiente.


Ninguém pode dar outra coisa além daquilo que possui (Lucas 6.43-45). A paz é uma coisa interior, uma situação da alma, que consiste em estar numa relação de harmonia consigo mesmo e com Deus. Quem estiver em paz com o seu Criador, também o estará consigo mesmo e com o seu semelhante.


Se não há paz no mundo, se os povos e as nações não se entendem, é simplesmente em reflexo da nossa situação perante Deus, Se a Igreja de Cristo está dividida dentro de si mesma, é simplesmente um reflexo da nossa própria relação com Deus. Todos nós erramos quando teimamos em controlar tudo, querendo fazer a nossa vontade, nos exaltar, etc. Muitos são aqueles, mesmo os que clamam pelo nome do Senhor, que confiam nas suas próprias mãos e naquilo que podem produzir. Outros procuram na Filosofia, na Ciência ou noutros ramos da sabedoria humana o equilíbrio interior.


A paz é um dos gloriosos frutos do Espírito Santo de Deus em nós. Sem Deus não há verdadeira paz! Sem a presença do Príncipe da paz, de quem o profeta Isaías fala, não há união em amor! Jesus disse aos Seus discípulos, antes de os deixar: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou..." Confiados nessa herança, podemos experimentar o resto do mesmo versículo:
"Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize." João 14.27

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Por: Cleide Salib sábado, março 10, 2012
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